Resumo
Neste artigo, estudamos aspectos de construção da identidade do professor do antigo ensino secundário, tomando como objeto catedráticos e docentes livres do Colégio Pedro II. O recorte temporal da pesquisa é o período de Redemocratização, que se inicia com o fim do Estado Novo e termina com o Golpe de 1964, quando o colégio se expande, encerra um ciclo e perde o seu caráter modelar. Busca-se entender como foi se configurando o quadro docente do colégio. Apropriamo-nos da categoria analítica de “programa institucional”, na perspectiva de Dubet (2002), e abordamos a identidade docente, a partir de Dubar (1997), sobre como o sujeito constrói a sua “identidade profissional”. As fontes analisadas foram localizadas no Núcleo de Documentação e Memória do Colégio Pedro II. Foi possível identificar as formas de seleção desses professores, aspectos da constituição de suas carreiras, além de atribuições, deveres e penalidades a que estavam submetidos em caso de descumprimento das normas.

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