Abstract
Este artigo tem por objetivo explicitar como se dá o desenvolvimento do pensamento infantil, a partir da concepção histórico-cultural. É um estudo bibliográfico, pautado nos pensadores da referida concepção, dentre eles Aléxis N. Leontiev, Alexander R. Luria, Lev S. Vygotsky e S. L. Rubinstein. Em um primeiro momento, destaca-se que o pensamento, assim como as demais funções que compõem o psiquismo humano, não é inato nem naturalmente moldado pelo meio. Constitui-se, isso sim, com base na mediação social, nas profundas articulações entre fatores biológicos e culturais. Na sequência, discute-se a relação entre linguagem e pensamento, destacando que, no momento em que a fala socializada e o uso dos signos convergem e são internalizados, surge o pensamento. Por fim, conclui-se que, conforme Vygotsky (1987), a relação entre linguagem e pensamento é o centro de todo o desenvolvimento psicológico. Para entender como se dá esse processo na criança, é necessário adentrar as relações que se estabelecem entre ela, os adultos e os objetos com os quais convive.
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