As inteligências artificiais na pesquisa em educação: para além da crítica ético-liberal
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Palavras-chave

fetiche da tecnologia; alienação do trabalho; apropriação instrumental

Como Citar

Peixoto, J., Dantas, T. F., Martins, I. K. M. de O., Moore, P. V., & Echalar, A. D. L. F. (2026). As inteligências artificiais na pesquisa em educação: para além da crítica ético-liberal. Educação On-Line, 21(49), e2621IA07. https://doi.org/10.36556/eol.v21i1.2136

Resumo

A produção acadêmica e manuais sobre o uso de inteligências artificiais na pesquisa em educação têm feito referência à necessidade de garantir um uso seguro, responsável e ético dessas tecnologias. Isso porque essas formas de uso poderiam resolver o problema da captura de dados e reduzir ou criar mecanismos para reprimir o plágio no meio acadêmico. Indicamos o fetiche da tecnologia e a alienação do trabalho como aspectos fundamentais da apropriação instrumental e redutora dessas tecnologias, de maneira que para superar a ocultação do trabalho massivo necessário para alimentar os algoritmos, se faz necessário avançar para além da aparência do fenômeno apreendendo suas múltiplas determinações. A crítica ético-liberal não permite superar a dita falta de ética na pesquisa apoiada em sistemas de inteligências artificiais. Propomos os fundamentos do materialismo histórico-dialético como orientadores da pesquisa em educação que pretende contribuir para investigações eticamente comprometidas com a superação das desigualdades sociais estruturais.

https://doi.org/10.36556/eol.v21i1.2136
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