Resumo
Este artigo propõe desvelar um sentido de avaliação em perspectiva de mediação a partir do pensamento de Jussara Hoffman (1998;2002), que considera o processo avaliativo constituído em consonância com o ensino e a aprendizagem, e não como um momento distinto, fragmentado ou descontextualizado da caminhada formativa. Essa posição diverge do entendimento de classificar, excluir e rotular os estudantes em ranqueamentos que não traduzem os saberes escolares vivenciados. Para tanto, assumem-se, nos procedimentos metodológicos, características de uma pesquisa de abordagem qualitativa, do tipo bibliográfica e de natureza interpretativa. Os resultados indicam que as instituições que persistem em lógicas avaliativas positivistas colaboram para reproduzir desigualdades sociais quando os alunos são rotulados, classificados e estigmatizados. Em perspectiva contrária, entende-se que a avaliação deve caminhar no sentido de promover o ensino e a aprendizagem, não de modo isolado, punitivo ou como um fim em si mesmo. Conclui-se que os textos de Hoffman indicam sentidos sólidos para se pensar em uma nova epistemologia da avaliação, como integrante, e não como um momento isolado dos processos formativos dos estudantes.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

