Abstract
Este artigo busca compreender os desafios que estudantes vinculados ao PEC-G, oriundos de países em que o inglês e o francês são línguas oficiais, enfrentam na universidade, na apropriação de práticas de letramento acadêmico. Tomamos como referência os estudos sobre letramento acadêmico levados a cabo por e Mary Lea e Brian Street, no Reino Unido, articulados a uma compreensão da língua como prática social, tal como proposta por Bakhtin. Foram realizadas entrevistas com três estudantes do Congo, Camarões e Gana, além da análise de documentos oficiais sobre o PEC-G. Os resultados indicam que os estudantes se apoiam nas suas línguas oficiais como uma estratégia na aprendizagem do português e dos próprios conceitos e conhecimentos do curso de graduação. Indicam que a internacionalização em casa ocorre não apenas pela presença de estudantes estrangeiros, mas também pelo uso do inglês no currículo de seus cursos.
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