Abstract
O ponto de virada em favor da transformação dos sistemas educacionais por meio da ética inclusiva traduz as ambições mais recentes em termos de reforma política educativa adotada por países come Brasil e França. Nesses contextos, esse projeto remete a um alinhamento, nem sempre coerente, entre disposições nacionais, internacionais, supranacionais (Unesco, OCDE) e demandas da sociedade civil. A fim de ponderar essas diferentes retóricas e verificar seus efeitos sobre as condições de implementação da educação inclusiva na França e no Brasil, este artigo propõe uma análise teórico-bibliográfica, cujos resultados apontam para importantes contradições entre a ética inclusiva e a gestão escolar de nossos dias.
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