Resumo
O presente artigo tem por objetivo analisar as vivências de jovens militantes LGBTQIA+ no processo de escolarização, em face às manifestações homofóbicas presentes no convívio social e escolar em Igarapé-Miri, Pará, Brasil. A abordagem metodológica adotada é a qualitativa, com entrevistas semiestruturadas a 04 (quatro) militantes LGBTQIA+, que já concluíram a educação básica e participaram dos primeiros movimentos para concretizar a militância em Igarapé-Miri. Os resultados apontam o preconceito e a homofobia como problemas que excluem os jovens da perspectiva da sociedade, já que muitas práticas agressivas ocorridas dentro e fora das escolas são oriundas da falta de respeito às diferenças. Isso envolve as diferentes culturas, aprendizados e valores. Nesse sentido, torna-se relevante a escola ter um currículo amplo, voltado para as várias dimensões sociais, possibilitando a formação de cidadãos críticos e reflexivos, independentemente da sua capacidade de concentração, orientação sexual, raça e condição econômica.

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