Resumo
Há algum tempo, alguns pesquisadores da área da educação denunciam o discurso hegemônico que costuma associar tecnologias digitais à ideia de “melhoria” e “mudança”, reverberando muitas vezes uma concepção otimista e “solucionista” atribuída às tecnologias na sociedade. A partir desse recorte, este trabalho apresenta uma pesquisa exploratória, realizada com professores que teriam sido formados a partir da “geografia nova", também conhecida como “geografia crítica”, para identificar se os docentes escapariam à visão dominante. A análise de conteúdo sugere que, embora os entrevistados afirmem que compartilham as concepções dessa abordagem da geografia, a maioria não utiliza seus fundamentos para ensinar, apresentando também poucas críticas em relação às tecnologias digitais. Nesse sentido, adotariam a perspectiva da geografia tradicional e seguiriam o discurso dominante na sociedade.

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