Juventudes rurais, territorialidades e Educação do Campo: diálogos teóricos
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Resumo
O artigo propõe uma reflexão teórica sobre juventudes rurais, territorialidades e Educação do Campo, articulando essas categorias a partir de uma perspectiva crítica e situada. Parte-se do entendimento de que a juventude rural não constitui uma categoria homogênea, mas é um campo marcado por tensões entre pertencimento, mobilidade, exclusão e resistência. As territorialidades juvenis são compreendidas como construções simbólicas e políticas, expressas nos vínculos, nas memórias e nas práticas cotidianas que os jovens desenvolvem em relação aos territórios que habitam e significam. A Educação do Campo é discutida como um projeto político-pedagógico que reconhece os sujeitos do campo em sua diversidade, produzindo sentidos formativos ancorados na realidade. Como contribuição, o texto reafirma a importância de diálogos teóricos que superem leituras naturalizadas e fragmentadas, valorizando as juventudes rurais como sujeitos de direitos, de memória e de futuro.
Abstract
This article offers a theoretical reflection on rural youth, territorialities, and Rural Education, articulating these categories from a critical and situated perspective. We understand that rural youth do not constitute a homogeneous category, but rather a field marked by tensions between belonging, mobility, exclusion, and resistance. Youth territorialities are understood as symbolic and political constructions, expressed through the bonds, memories, and everyday practices, which young people develop in relation to the territories they inhabit and imbue with meaning. Rural Education is discussed as a political-pedagogical project that recognizes rural subjects in their diversity, generating formative processes rooted in reality. As a contribution, the text reaffirms the importance of theoretical dialogues that go beyond naturalized and fragmented interpretations, valuing rural youth as subjects of rights, memory, and future.
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