Resumo
Este ensaio teórico discute criticamente os fundamentos e implicações de uma educação matemática decolonial, compreendida como proposta pedagógica, epistemológica e política. Parte-se da crítica à hegemonia eurocêntrica nos currículos escolares e na formação docente, argumentando-se que a matemática ensinada na escola deslegitima outras racionalidades culturais. Com base em referenciais como etnomatemática, justiça cognitiva e pensamento decolonial, defende-se a valorização dos saberes produzidos por povos indígenas, afrodescendentes e comunidades tradicionais. São apresentados exemplos concretos de práticas pedagógicas decoloniais que articulam cultura e conteúdo matemático. Conclui-se que a educação matemática decolonial é indispensável para a construção de uma escola democrática, plural e antirracista.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

