Educação integral e(m) tempo integral na sociedade líquido-moderna: as contribuições de Zygmunt Bauman sobre o papel social da escola na contemporaneidade

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Marcio Bernardino Sirino
Arthur Vianna Ferreira
Patricia Flavia Mota

Resumo

Este artigo tem por objetivo problematizar as formas de realizar a educação integral e(m) tempo integral presentes dentro do contexto da contemporaneidade. Para esse propósito, utilizamos os pressupostos teóricos do sociólogo polonês Zygmunt Bauman – criador do conceito ‘modernidade líquida’ – para caracterizarmos o espaço contemporâneo em que se encontram as discussões voltadas para o papel social da escola, de maneira específica, a que possui sua estrutura organizada para atender à integralidade do ser humano, por meio de processos de ensino-aprendizagem em longos períodos de tempo. A partir de duas grandes categorias, elencadas a priori – educação integral e educação em tempo integral – foi possível estabelecer conexões importantes com os conceitos de Bauman sobre a modernidade e inferir, a princípio, a presença de contornos relacionais marcados por uma fragilidade que atinge as funções da escola. A partir dessa realidade, ela se vê obrigada a incluir em seu Projeto Político-Pedagógico outras demandas sócio-históricas resultantes desse tipo de modernidade vivida nos dias atuais. Uma das principais consequências desse processo é a concepção de educação em constante (re)adequação ao tempo-espaço-social da escola e dos indivíduos, assim como o esforço para atender aos conteúdos mínimos exigidos pela legislação educacional brasileira

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Artigos
Biografia do Autor

Marcio Bernardino Sirino, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

Educador Integral! Com uma perspectiva integral de educação pública, Marcio Bernardino, pedagogo e pesquisador, acredita que a Educação é um instrumento de transformação social e emancipação das classes populares, na medida em que amplia as possibilidades de aprendizagem dos alunos e busca o desenvolvimento de cada um deles em suas diferentes dimensões formadoras.

Arthur Vianna Ferreira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

Doutor em Educação: Psicologia da Educação pela PUC-SP. Professor adjunto do departamento de Educação da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ/ FFP. Coordenador- Pesquisador do Projeto de Extensão, Estudos e Pesquisas “Fora da Sala de Aula” – UERJ/FFP. E-mail: arthuruerjffp@gmail.com

Patricia Flavia Mota, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)

Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (PPGEdu/UNIRIO); Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação – Processos Formativos e Desigualdades Sociais da Faculdade de Formação de Professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (PPGEDU – PPF – UERJ); Bacharel e Licenciada em Letras – Português/Espanhol (UFRJ); Professora da Educação Básica da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias; Membro do Núcleo de Estudos “Tempos, Espaços e Educação Integral” (NEEPHI – UNIRIO) e Pesquisadora Integrante do Projeto de Extensão, Estudos e Pesquisas “Fora da Sala de Aula” – UERJ/FFP. E-mail: patriciamotauerjffp@hotmail.com