Resumo
Este artigo discute a inclusão de candidatos cegos e/ou com baixa visão (DCBVs) no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com enfoque específico na prova de redação. Reflete-se, ainda, sobre o papel da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) nesse contexto, destacando a atuação do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (Napnee) e do professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE) na garantia de acessibilidade à redação do Enem para estudantes com deficiência visual. A revisão de literatura e documental revelou que é preciso percorrer o caminho da pronúncia que leva à denúncia para uma análise crítica dos padrões regimentais adotados pelo Inep para o texto dissertativo-argumentativo, destacando-se os desafios vivenciados pelos DCBVs. Conclui-se que, apesar da existência de recursos de acessibilidade no Enem, a ausência de diretrizes específicas demonstra uma fragilidade na inclusão efetiva de DCBVs na redação, impactando negativamente o acesso desse grupo ao ensino superior.

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