Resumo
Este artigo elabora um inventário da construção da discriminação escolar como problema público na França. Ele explora o paradoxo entre determinado ativismo institucional recente e a “timidez” das realizações eficazes. Tal distorção é aqui explicada, em parte, através da estrutura normativa da cidadania republicana francesa de não-diferenciação entre cidadãos. No entanto, tal estrutura parece impotente para explicar relatos de alteridade na sociedade francesa, inclusive nas administrações públicas. No que diz respeito à escola, a agenda da luta contra a discriminação escolar revela-se muito tardia e revestida de um conjunto de confusões entre racismo, discriminação e assédio, atribuíveis aos estudantes, ou aos agentes e às próprias instituições de ensino.

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