Abstract
O presente artigo tem como objetivo apresentar algumas reflexões sobre a temática educação no campo após o advento da Revolução Verde, que resultou em graves traumas, cujas consequências afetaram a vida campesina na medida em que dizimaram a agricultura familiar praticada pelos pequenos agricultores. A pequena agricultura perde seu espaço diante do modelo de agronegócio, vigente na sociedade atual que descaracteriza as condições de igual competitividade entre grandes e pequenos agricultores. Por meio de pesquisa bibliográfica, busca-se problematizar a situação do pequeno proprietário que, por lhe ser usurpada a condição de manter sua pequena propriedade, não encontra alternativa, a não ser aquela de se tornar empregado do grande latifundiário. Como resultado do estudo, destaca-se uma possível mudança para tal quadro, que pode ser empreendida por intermédio da educação. Assim, propõe-se uma educação entendida como mediadora filosófica e política da população campesina, com a possibilidade de (re)estruturação e preservação da agricultura familiar como lócus de vida, cultura de e viabilidade econômica.
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