Abstract
Este artigo, resultado de pesquisa com professores da rede pública básica de ensino do estado do Rio Grande do Norte, a partir da interlocução com alguns elementos da teoria do discurso, busca entender como os docentes compreendem e usam a autoridade em relação à situação de indisciplina no ambiente escolar, durante a tarefa de construir um ambiente propício para o processo ensino-aprendizagem. Com esse intuito, os conceitos de disciplina, de indisciplina, de autoridade e de autoritarismo foram compreendidos em aproximação com o enfoque discursivo, desconsiderando conceituações centradas, essencialistas e a priori, valorizando, para sua nomeação, os diversos discursos que se articulam através das práticas hegemônicas, consideradas como aqueles movimentos que vão se estabelecendo no cotidiano escolar. Assim, ao dialogarmos com os docentes, pudemos vislumbrar que definir indisciplina diz mais a respeito das demandas de grupos na escola, do que sobre qualquer ilusória definição restrita do termo. Definir aluno disciplinado ou indisciplinado, por exemplo, é participar da disputa política por diversas demandas, no incessante jogo de significação.
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