Abstract
Este artigo visa a discutir as modalidades atencionais socialmente privilegiadas como padrão normal. O diagnóstico de TDAH, geralmente seguido da prescrição do fármaco metilfenidato, tem se sustentado na patologização da atenção que não se exerce de forma contínua e focalizada. Problematizamos o caráter normativo e os efeitos medicalizantes que o diagnóstico acaba por incitar. Nosso interesse se volta para as mudanças nas modalidades atencionais em curso no contemporâneo. Analisamos a emergência de diferentes modalidades atencionais que privilegiam atenção, contendo distração e descontinuidade, não como patológicas ou deficitárias, mas como aquelas que podem contribuir para repensar os processos de aprendizagem.
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