Abstract
A partir das teses da cognição corporificada e enativa, que têm raízes na fenomenologia e no pragmatismo norte-americano de John Dewey, este ensaio filosófico promove um resgate da estética como uma dimensão de toda experiência humana. A argumentação se fundamenta, essencialmente, em três aspectos: a centralidade do corpo para os processos cognitivos, o conceito de sense-making e a relação entre cognição e emoções. Com seu corpo vivo e vivido, o ser experimenta o mundo; o processo de atribuir sentido e significado é perspectivado como um processo em que o ser cognoscente se deixa afetar pelo meio em que vive, de uma maneira tal, que o meio é essencial para a atividade desse ser.
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